DEFINIÇÃO DO PROBLEMA:
Modelagem da Propagação de Fake News relacionando-o ao Período Pré-Eleitoral Brasileiro de 2018
Notícias falsas, histórias fabricadas, boatos, manchetes que são isca de cliques (as chamadas clickbaits) não são novidades.
A diferença do momento atual é o potencial de circulação das chamadas fake news no ambiente online, sobretudo em virtude do uso das redes sociais. Exemplo disso é que, nos últimos anos, a disseminação de conteúdo falso ou fora de contexto ganhou nova força, especialmente, pelo seu impacto em processos de decisão das democracias ocidentais, voltando a ser objeto de muitas análises, em especial depois dos resultados do referendo do Brexit, das eleições nos EUA e na Europa, em 2016 e 2017 e mais recentemente, no cenário pré-eleitoral brasileiro de 2018.
Além disso, o que mais impressiona é que o engajamento das fakenews para o caso dos presidenciáveis brasileiros comparado aos conteúdos de veículos de comunicações tradicionais foi até três vezes maior.
Há de se considerar ainda que o conteúdo transmitido pelo aplicativo WhatsApp, que tem altíssima utilização no país, não foi computado pela sua difícil mensuração. Pensando nesse fenômeno que tem mostrado ser de extrema relevância para sociedade, apesar de não ser possível diagnosticar a influência dessas notícias falsas na decisão dos eleitores, o grupo se propôs a descrever a dinâmica da transmissão de informações e investigar o espalhamento delas na população e relacioná-la ao período Pré-Eleitoral Brasileiro de 2018, tentando compreender como uma população está suscetível a ser “infectado” a uma informação.
Para isso, a formulação do modelo que descreve o processo de contágio social de uma informação falsa tomará como base um modelo de transmissão de doenças em uma população, embora a dinâmica desses dois fenômenos apresente semelhanças, é importante ressaltar que existem diferenças qualitativas e quantitativas entre o espalhamento de ideias e a propagação de doenças.